08/05/2018 - 00:01

 

 

A Diretoria Executiva da Associação Olímpica de Itabaiana vem a público lamentar os fatos ocorridos ontem na cidade de Campina Grande/PB. A Torcida Tricolor, que foi até a Paraíba em dois ônibus, foi tratada de forma desumana dentro do Estádio Presidente Vargas (P.V) e de forma violenta também na saída da cidade.

De início, cabe ressaltar que no espaço destinado à torcida visitante não havia sequer um banheiro. Os torcedores tricolores, inclusive mulheres, foram obrigados a utilizar uma antiga bilheteria abandonada como sanitário.

É fato público e notório que duas bombas explodiram dentro do estádio, inclusive paralisando a partida, o que demonstra a total falta de estrutura do local para receber uma partida de Campeonato Brasileiro. Além disso, a torcida local arremessou pedras em direção à torcida visitante. Uma das pedras, inclusive, atingiu um dirigente da nossa Olímpica de Itabaiana, que recusou o camarote ofertado pelo Treze F.C para assistir a partida junto à Torcida Tricolor.

Após a partida, mais fatos desagradáveis: por ordem do policiamento local, a torcida do Itabaiana seria a última a deixar o estádio. No entanto, por falha da segurança, diversos torcedores do Treze retornaram ao estádio, acuando a Torcida Tricolor entre a arquibancada e o portão de saída e arremessando explosivos (rojões) em direção aos torcedores tricolores. Uma torcedora passou mal e precisou de atendimento médico por cerca de quarenta minutos.

Quando se pensava que a situação estava controlada, na saída da cidade, oito marginais, em dois carros, aguardaram a saída da escolta policial para arremessar diversas pedras contra os dois ônibus da torcida, ferindo mais torcedores e causando enormes danos materiais.

A Diretoria Tricolor encaminhará à CBF um relatório dos fatos ocorridos e pedirá providências junto a entidade máxima do futebol brasileiro.

Nós que fazemos a AOI agradecemos o apoio dos mais de 100 torcedores que se deslocaram por mais de 600km para a apoiar o Tremendão e nos solidarizamos com todos que passaram por momentos de pânico.

(Fotos: Wendell Rezende/AOItabaiana)